Artigo:
A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em
conhecimento. (Juan Ignacio Pozo)
O artigo
de Juan Ignacio Pozo inicia discutindo a exigência da sociedade
atual, a qual todos devem aprender continuamente e que tal fato se
constitui numa espécie de condição básica para a crescente
evolução social do individuo na sociedade em que vive. Em
contrapartida ele afirma:
“... cada vez se
aprende mais e cada vez se fracassa mais na tentativa de aprender...”
(Pozo, 2007,p.34)
Mas
podemos levantar um questionamento que Pozo não abordou nesse
artigo, Será que fracassamos cada vez mais na tentativa de aprender?
Ou será que a sociedade nos faz pensar assim? Percebo que na
sociedade atual existe um movimento que nos faz acreditarmos que
sempre estamos defasados em informação, conhecimento, tecnologia,
cultura, conhecimento etc. Com isso nos sentimos impulsionados a
buscar incessantemente a atualização, seja em bens de consumo como
carros e celulares como em conhecimento e informações.
A
sensação que existe é de um vácuo ou falha na forma como estamos
desenvolvendo nossa atividade pedagógica, pois sabemos que a
sociedade tem mudanças constantes e há uma urgente necessidade de
nos reformularmos sempre frente à realidade.
Pozo
segue seu artigo caracterizando a chamada por ele de “nova
cultura da aprendizagem” a qual com a informatização do
conhecimento tornou-se mais democrática e acessível ao público, o
autor exemplifica dizendo que qualquer pessoa pode criar uma página
na web e compartilhar suas idéias sem precisar ter uma editora para
publicá-las. Entretanto o autor diz que o importante papel da escola
nessa nova cultura da aprendizagem é justamente auxiliar o aluno a
dar sentido a enxurrada de informações que chegam aleatoriamente a
ele. Apenas o aluno crítico e com formação para questionar sua
realidade conseguirá dar sentido a informação que chegará a ele e
transformá-la em conhecimento verdadeiro e saber ordenado.
Pozo
lembra que na nova cultura da aprendizagem não cabe mais nos
pautarmos em verdades absolutas e saberes fechados como fazíamos no
passado:
“Vivemos
na era da incerteza (Morin, 2001), na qual, mais do que aprender
verdades estabelecidas e indiscutíveis, é necessário aprender a
conviver com a diversidade de perspectivas, com a relatividade das
teorias, com a existência de múltiplas interpretações de toda
informação, para construir, a partir delas, o próprio juízo ou
ponto de vista.” (Pozo, 2007, p.35)
O autor
encerra o texto comentando que o conhecimento só será alcançado na
nova cultura da aprendizagem se todo o sistema educacional (docentes,
discentes etc) desenvolver uma mudança de mentalidade a fim de
estarem dispostos a mudar sua concepções e paradigmas.
Tomie de Rosa
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